MERCADO DE LUXO NO BRASIL

Com o nosso povo consumista e uma ecomia cada vez melhor (desculpa aí Europa…), o mercado de luxo no Brasil é um dos que mais cresce no últimos anos. Várias marcas internacionais já estacionaram suas lojas por aqui, e contam com uma clientela fixa e que só aumenta. Apesar dos preços obscenos em relação ao que pagamos lá fora, comprar itens de luxo no Brasil tem uma certa vantagem. O parcelamento. Na loja da Louis Vuitton, por exemplo, uma bolsa que você paga cerca de U$850,00 dólares lá fora (um pouco menos de 1600 reais aqui no Brasil) à vista, aqui sai por 2500 reais que podem ser parcelados em até 4 vezes no cartão. Na loja da Hermès, no renomado Cidade Jardim, uma bolsa de R$29.000,00 pode ser parcelada em 6 vezes e dividida em 2 cartões de crédito diferentes, dependendo do cliente. Mesmo com valores incrivelmente superiores aos originais, muita gente prefere desenbolsar uma grana maior a ser paga em um número X de vezes e em um prazo maior, do que dar adeus ao dimdim numa única tacada.

Com o novo anexo do shopping Iguatemi de São Paulo – o Iguatemi JK – suspiros de alegria e ostentação com as novas lojas do aglomerado. De meados de abril até o final de 2012, várias maisons já prometeram abrir suas portas no espaço: Bottega Veneta, Burberry, Chanel, Coach, Gucci, Lanvin, ToryBurch, MiuMiu, Prada, e até Van Cleef e Arpels, Goyard, Christian Dior e mucho más. Ataque fashion!

Outro endereço de badalo e chiqueria, o Cidade Jardim, acrescenta a sua lista poderosa, lojas da Fendi, Valentino, Yves Saint Laurent e – pausa dramática – BALMAIN! Essa última, que tem os maiores preços dos últimos tempos dentro da moda, promete trabalhar com os mesmos valores das peças na Europa. Outra novidade é a Louis Vuitton dentro do Cidade, que passa por reforma de ampliação pra 1.200 metros quadrados.

O mais bacana é que além das bolsas, sapatos e acessórios must-have, a maioria dessas lojas trás pro Brasil toda a linha de roupas no mesmo timing que as coleções exibidas lá fora. Incluindo o prêt-à-porter!

Cartões de crédito que se preparem!

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FASHION WEEK MILÃO: MINHAS ESCOLHAS

Sem discussão, o inverno 2012 promete ser o menos colorido dos últimos anos, mas com todo charme e beleza – bucolica, inclusive – que casa perfeitamente com a estação. No catwalk de Milão a regra se manteve. As passarelas exibiram looks preto ou em escala de cinza dos pés a cabeça, sempre fazendo uso da clássica camisa branca ou de um tom de verde, vermelho ou marrom. Depois de assistir todos os desfiles, escolhi meus preferidos e separei alguns looks que mais gostei – a maioria com cor, prefiro assim! – pra mostrar pra vocês minhas preferências desse ano. Sobre os tecidos, muito veludo, lã batida, um pouco de tricô, muito couro e os casacos de nylon reapareceram como nunca. Agora também é a hora de insistir na quebra de tabus e investir pesado nos acessórios. Chapéu, cachecol, pashmina… Outra coisa que percebi foi a cintura marcada por cima dos casacos… Fica a dica!

Na passarela da Burberry, os trajes on grey scale ganham suéteres com estampa de gatos e corujas e o mostarda, que estava forte na coleção de verão, continua em alguns detalhes.

Na Dolce&Gabbana o destaque maior fica pros casacos e outras peças brocadas com ar de uma era Vitoriana, com um corte impecável.

Na Bottega Veneta, looks clássicos com aplicações color-blocking nos blazers sociais que misturam couro, jeans, tinta e outros materiais. Tanto as calças mais formais quanto o couro e o jeans ganham o mesmo corte chic.

A Etro, foi sem dúvidas a que mais apostou no veludo e na quebra do preto com vermelho e um verde que lembra a roupa dos leprechauns… O que também apareceu muito durante o desfile foram vários smokings com destaque para os de cauda.

Na Gucci, um desfile de charme com referências passadas e ainda modernas, misturando uma silhueta mais justa com tecidos de efeito molhado, calças e casacos florais misturando azul marinho e marrom.

Quem realmente não usou cor nenhuma na passarela foi Jil Sander com um desfile todinho preto e branco. E o branco pra ser sincero só apareceu nas camisas quase nem visíveis, cobertas por casacos e jaquetas. Mesmo assim foi um desfile incrível e super catchy. Acho o trabalho da marca demais.

O meu preferido (junto com o desfile da Dolce) foi a coleção do Roberto Cavalli! Sou muito fã do cara! Não só por ele ser italiano, mas o Roberto tem todo um ar mulherengo e conquistador e acho que ele reflete isso não só na imagem da marca como em todas as coleções. Desde os vestidos super transados e sexys do red carpet até uma camiseta ou um jeans. Acho que ele manja muito e coloca um pouco de sex appeal em todos os seus desfiles. Nesse inverno ele também foi pro lado do preto, mas marcou a cintura masculina – algo que eu acho incrível e ousado – quebrou o gelo das cores apostando no amarelo e em outras cores vibrantes, as botas da coleção estão lindas, os casacos, as jaquetas de couro continuam lindas sem aquele exagero de acessórios ou aspecto rocker/bixer… CURTI TUDO!

O que acharam dos looks que eu escolhi? Vocês gostaram de mais algum desfile que eu não falei? As fotos diminuiram automaticamente pra caber melhor no layout, então quem quiser ver melhor, clica em cima da imagem que aparece no tamanho original!

BOTTEGA VENETA: BRASIL EM EVIDÊNCIA

Eu sempre curti muito a Bottega Veneta pelo trabalho artesanal e mega discreto da marca em relação a logos. Pra reconhecer uma peça da grife italiana precisa sacar muito de moda e amar a marca de paixão, diferente de várias maisons de luxo que fazem questão de vender monogramas a torto e a direita. Além de o Brasil ser presenteado com sua primeira loja Bottega Veneta em São Paulo, o brasileiro Alexandre Cunha estampa a nova campanha de primavera/verão 2012 da marca que foi fotografada por Jack Pierson.

Sucesso total! Nosso brasucas sempre fazendo o maior sucesso lá fora!