DIOR DRAMA

Depois de oficializar Raf Simons como o novo diretor criativo na Dior, os burburinhos por trás da escolha aumentam cada vez mais. Do exagero de John Galliano pro minimalismo de Raf, há quem se queixe: apesar da concepção da Dior ser voltada para o “New Look” pós guerra, foi Galliano quem a levou a seus dias de glória, com muito Barroco e outras excentricidades. A nova escolha de direção prova a decisão de levar a marca ao seu estilo original, mas aceitar Simons depois de toda era Galliano, não parece muito convincente. Que a Dior realmente nunca vai encontrar um designer que substitua essa teatralidade, todos já sabem. Eu particularmente acho que levar a maison para um caminho diferente é exatamente o face-lift que ela precisa no momento. Vamos nos permitir.

De Christian Dior a o atual Raf Simons, veja quem já esteve no comando da maison:

Christian Dior: 1947-1957.

Christian transformou a maneira de se vestir após a Segunda Guerra Mundial e criou o estilo anos 50 ou New Look. Enquanto as roupas da época eram voltadas a simplicidade e com cortes severos, ele propõe o luxo e feminilidade e valorizam a silhueta. Saias que explodiam em volumes e camadas foram sua marca registrada.

Yves Saint Laurent: 1957-1960

Aprendiz e braço direito de Christian Dior, Yves assumiu a direção da marca após a morte do criador no fim da década de 50. Apesar dos 3 anos a frente da marca, foi Yves Saint Laurent quem inseriu as saias acima do joelho dentro das coleções da maison. Causando grande polêmica na época. Apaixonado pelo ballet, Yves criou looks váris looks com inspiração na dança. Como o vestido acima, para Tessa Beaumont.

Marc Bohan: 1961-1988

Foi o designer que permaneceu mais tempo como diretor da marca. Apesar do estilo mais conservador, arrematou para a lista de clientes fixos da Dior ninguém mais ninguém menos do que Grace Kelly de Monaco e Ellizabeth Taylor, além de vestir nomes como Jackeline Kennedy e Sophia Loren.

Gianfranco Ferre: 1989-1996

Foi ele quem colocou a Dior de novo nos eixos. Por ser arquiteto, misturava linhas arquitetônicas e cortes secos com cores ousadas e criava looks provocativos mas sem eliminar a femilidade. Viu sua demissão em 96, quando a grife enfrentou uma crise financeira.

John Galliano: 1996 – 2011

Salve, Salve! John Galliano estava para Dior como Marc Jacobs está pra Louis Vuitton. Se não fossem seus comentários  e comportamento grosseiro, John ainda assinaria muitas coleções pela frente. Autor das mangas e saias bufantes, transformou a Dior em um grande exagero que deu certo. Enquanto Karl criava looks totalmente minimalistas dentro da Chanel, Galliano despertava todo excesso do mundo da moda na Dior. Foi ele quem levou a marca ao seu patamar extremo de uma das maiores e mais cobiçadas do mundo fashion.

Bill Gayten: 2011-2012

Bill WHO? Assumiu o trono enquanto o sucessor de Galliano não era anunciado. Bill tentou manter o estilo original da marca com peças inspiradas no New Look. Também inseriu uma paleta de tons cinza antes não tão usado nas coleções. (Por que será?!)

Raf Simons: 2012 – ????

Vamos ver no que vai dar essa nova escolha. Posso dizer que mal posso esperar até a próxima semana da moda pra ver qual a surpresa que teremos no catwalk da Dior em Paris.

Uma coisa é certa, como shoe designer para homens, ele é simplesmente incrível:

Suspense no ar…

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MERCADO DE LUXO NO BRASIL

Com o nosso povo consumista e uma ecomia cada vez melhor (desculpa aí Europa…), o mercado de luxo no Brasil é um dos que mais cresce no últimos anos. Várias marcas internacionais já estacionaram suas lojas por aqui, e contam com uma clientela fixa e que só aumenta. Apesar dos preços obscenos em relação ao que pagamos lá fora, comprar itens de luxo no Brasil tem uma certa vantagem. O parcelamento. Na loja da Louis Vuitton, por exemplo, uma bolsa que você paga cerca de U$850,00 dólares lá fora (um pouco menos de 1600 reais aqui no Brasil) à vista, aqui sai por 2500 reais que podem ser parcelados em até 4 vezes no cartão. Na loja da Hermès, no renomado Cidade Jardim, uma bolsa de R$29.000,00 pode ser parcelada em 6 vezes e dividida em 2 cartões de crédito diferentes, dependendo do cliente. Mesmo com valores incrivelmente superiores aos originais, muita gente prefere desenbolsar uma grana maior a ser paga em um número X de vezes e em um prazo maior, do que dar adeus ao dimdim numa única tacada.

Com o novo anexo do shopping Iguatemi de São Paulo – o Iguatemi JK – suspiros de alegria e ostentação com as novas lojas do aglomerado. De meados de abril até o final de 2012, várias maisons já prometeram abrir suas portas no espaço: Bottega Veneta, Burberry, Chanel, Coach, Gucci, Lanvin, ToryBurch, MiuMiu, Prada, e até Van Cleef e Arpels, Goyard, Christian Dior e mucho más. Ataque fashion!

Outro endereço de badalo e chiqueria, o Cidade Jardim, acrescenta a sua lista poderosa, lojas da Fendi, Valentino, Yves Saint Laurent e – pausa dramática – BALMAIN! Essa última, que tem os maiores preços dos últimos tempos dentro da moda, promete trabalhar com os mesmos valores das peças na Europa. Outra novidade é a Louis Vuitton dentro do Cidade, que passa por reforma de ampliação pra 1.200 metros quadrados.

O mais bacana é que além das bolsas, sapatos e acessórios must-have, a maioria dessas lojas trás pro Brasil toda a linha de roupas no mesmo timing que as coleções exibidas lá fora. Incluindo o prêt-à-porter!

Cartões de crédito que se preparem!